5.4.18

2017 --> o ano que eu estive grávida duas vezes

2017 foi o ano da gravidez aqui em casa. Janeiro chegou com a notícia de um baby a caminho. Foi uma surpresa, pois apesar da gente sempre querer um segundo (e havíamos planejado liberar em janeiro de 2017, para não ter muita diferença de idade entre os irmãos) mas nós meio que decidimos adiar um pouco devido ao cansaço e alguma dificuldades que estávamos tendo. Porém, todavia, entretanto, ele veio, de "sopetão"! De início ficamos meio sem chão, mas logo nos acostumamos com a ideia, afinal já queríamos mesmo, e até brincamos com o universo: "__Esquecemos de atualizar aí o que queríamos, né?!?" Rs... :)

O ano que estava começando com algumas ideias e projetos tiveram que ser repensados e replanejados. Tudo bem! Uma das primeiras atitudes que tive foi a desmamar o Antônio. Já queria e estar grávida me deu a força que faltava... Se você ainda não leu o meu relato do desmame, veja aqui. Rotina mudada, caminhadas, ácido fólico, consultas, exames... Primeiro trimestre sem enjoos, como a gravidez de TomTom. Nos empolgamos em ser pai e mãe de dois e contamos para toda família e amigos próximos, estávamos felizes demais com essa novidade surpresa, planejada só que não, rs...

Estava tudo indo muito bem até que um dia, faltando apenas 3 dias para completar as 12 semanas do primeiro trimestre, eu tive um pouco de sangramento, amarronzado, teoricamente nada que eu precisasse me preocupar, mas eu me preocupei, lógico. Falei com minha médica e ela me mandou ir a emergência para confirmar se estava tudo bem com o bebê. Fui e depois das burocracias e esperas, fiz o exame e descobri que não estava tudo bem. Não havia batimentos cardíacos e o tamanho do bebê estava de acordo com 8 semanas de gestação, e não 12.

Não sei colocar em palavras o que senti. Mas garanto que foi o pior sentimento que já senti. :(

Como já tínhamos o Antônio e ele precisava almoçar e ir a escola, meu marido ficou cuidando dele e eu fui sozinha ao hospital. Recebi a notícia sozinha, durante o exame de uma médica de plantão do hospital. A médica que fazia o exame acho que não teve coragem de me falar e chamou um médico que deve ter confirmado o que ela viu e me disse, como deve ser feito, que o feto estava morto. Afinal, tem jeito bom de dar uma notícias dessas? Claro que eu preferiria estar com a minha médica, na companhia do meu marido... Mas receber essa notícia assim não ía mudar o que eu senti. A notícia não seria diferente. Infelizmente. Eu chorei igual uma criança, na frente dos dois, não conseguia parar. Eles perguntaram se eu estava com alguém, se podiam fazer algo e me deram um tempo na sala. Tentei me acalmar e sai. Eu já estava falando com uma amiga ao telefone e ela já estava no hospital me procurando e assim que me recuperei e sai da sala do exame, liguei para meu marido que foi ao hospital. O abraço dessa minha amiga, eu nunca vou esquecer: obrigada Tammy! Ficamos lá chorando juntas e Jorge chegou logo depois. Não vou ficar entrando em detalhes dessa fase de muito choro. Muito. Fomos a nossa médica, ela nos explicou o que era possível e o que eu poderia fazer no momento. Decidi pelo procedimento "Amiu" e no outro dia me internei para isso. Foi simples, rápido e indolor. Preferi já resolver isso do que ficar esperando em casa "ele" sair... Não foram dias fáceis, emocionalmente. Foi bem difícil engolir essa perda. Acho que não tem situação mais ou menos fácil, era meu filho. Isso não muda. Se é com mais ou menos semanas, se você já tem ou não filho... Era um filho meu, um filho nosso e ele se foi. Depois de um processo de luto, conversamos com nosso Doula e pedimos uma espécie de ritual disso, uma espécie de adeus. Não para sempre, vamos sempre lembrar desse filho, mas para podermos seguir adiante... E ela foi bem sensível e querida. Preparou um ritual bem fofo pra gente respirar, escrever, nos despedir e até agradecer por essa experiência que tivemos que viver. Sim, agradecer, porque estamos nessa vida para aprender um monte de coisas e passar por isso ensina muito. Essa é a nossa história, somos gratos a ela. Esse filho e nós como pais precisávamos passar por isso. Escrevemos cartinhas para "ele", e nos despedimos com a certeza que ele fez e faz parte da nossa família. Claro que todo esse processo não é rápido nem fácil, exige tempo, maturidade, amor...

A vida continua e rearranjamos novamente nossos planos. Profissionalmente eu comecei o projeto do Canal do YouTube e Vídeo Aulas feitas por mim mesma. Me organizei para participar da Mega Artesanal 2017 pela primeira vez... E não foi que em junho descobrimos que estávamos grávidos de novo! Desta vez nem entendemos como... Tinha um filho que queria vir muito para a nossa família! Nem nos assustamos desta vez, apenas agradecemos ao universo e recebemos esse novo ser com amor. Vida que segue, fomos vivendo, eu, particularmente com muito medo que o mesmo acontecesse. O Diário de Gravidez que da outra vez comecei no primeiro dia, desta vez nem tive coragem de começar... Não contamos a quase ninguém e o tempo foi passando... Tive um susto enorme na mesma bendita semana, a 12a. com um sangramento igual do da outra vez. Corri ao hospital mas desta vez estava tudo bem. Depois disso tive mais dois sangramentos e por isso tive uma gravidez de repouso no início. Não sabíamos porque, mas o bebê continuava bem. Um exame mais para frente desconfiaram que podia ser a minha placenta que estava baia e perto do colo do útero, mas depois, ainda bem, ela subiu! :) Assim, pena num ano que começou loucamente e com essa perda em março, depois replanejado e depois outra gravidez e sangramentos novamente. Foi uma montanha russa de emoção, foi muito tenso, preocupante, difícil... Tive muita dificuldade de trabalhar, não consegui ir adiante com meus projetos profissionais. Por conta de tudo isso também adiantamos uma vontade de se mudar para Recife e fizemos isso no mesmo ano em outubro. Ufa... Graças a Deus as coisas se acalmaram, os sangramentos pararam, Caetano cresceu lindo e forte na minha barriga (aliás, e como cresceu!) e nasceu em 26 de fevereiro, com 40+1 semanas, com 3,770Kg e 51cm. Meu pernambucano gordinho, o Seu Delícia.

Eu & Caetano <3
Essa semana ele completou um mês de vida, mais gordinho ainda. E talvez por isso que só agora eu tive coragem de vir aqui contar isso. Talvez agora com Caetano em meus braços, lindo, forte, saudável, eu tive forças de compartilhar com vocês essa parte da minha história. Mesmo os processos sendo vividos e ritualizados, será sempre um buraco, uma perda, um filho que não tive. Agora, final de março de 2018 fez um ano que o perdemos. Ao mesmo tempo que rápido, também parece que faz tempo. Acho que estava devendo essas palavras para mim, para ele... Um ano depois elas conseguiram sair. Na época eu fiz um diário de gravidez assim que soube, e lá eu escrevi um bocado. Está guardado comigo para sempre, seus exames e diário, o que existiu concretamente para mim, para nós. A dora era tanta que eu demorei para fazer o diário de gravidez do Caetano. No início não queria fazer, com medo de que acontecesse o mesmo e na época não estava preparada para mais uma perda tão rápida. Depois, teve a mudança e acabou que só fui fazer o diário de Caetano perto do Natal de 2017, havia apenas anotado algumas datas. Mas deu tudo certo, ele ficou lindo também, completo e com palavras mais alegres da mamãe aqui com um barrigão já...

Os três diários das minhas três gestações   

E todas essas costurinhas também massageiam a alma e o coração.
Quando a gente faz o que ama, também trata as emoções.
Compartilhar aqui esse pedaço da minha história faz bem para mim, talvez faça bem para você. Quando compartilhamos nossos sentimentos e o enviamos ao mundo, é uma energia que voa, reflete, reage, bate e volta, se transforma. Espero que essa energia aqui chegue aí em seu coração da melhor forma que é para chegar em você. Se você leu até aqui, obrigada! Parte do que vivi está aí em tu também e assim:



em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas

o outro
que há em mim
é você
você
e você

assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós

Paulo Leminski [contranarciso]

Gratidão! 

Eu e Caetano :: À esquerda com 2 dias de vida, quando chegamos em nossa casa e à direita com 40 dias de vida! :)

23.2.17

Sobre ser eu mesma e dar conta do que posso

Sabe, faz tempo que me sinto mal por não dar conta. Nunca dei conta de tudo, nem quando quis abraçar o mundo e nem quando me achava uma deusa designer com vinte e poucos anos... A vida quer que a gente acredite que a gente tem que dar conta de tudo, mas a gente não consegue e se frustra. A gente não consegue, e acha que a gente que é ruim, errado, pior, desajustado. Não. Não sistema, não vou mais deixar você fazer eu acreditar nisso. Eu sempre fui meio "se liberta!" com o sistema... Mas esse lance de DAR CONTA DE TUDO sempre me perseguiu e me fez querer dar de verdade e o fato de eu realmente conseguir fazer muitas coisas ao mesmo tempo e as pessoas dizerem o quanto eu "era foda" (desculpe a palavra) me fazia por um momento acreditar nessa inverdade. Não, eu não dou conta de tudo e nem quero dar. Não. Não mesmo. E tudo bem.

Quem me conhece e já me mandou algum e-mail na vida sabe o quanto eu tenho dificuldade em respondê-los... Eu não sei como resolver isso e há mais de 9 anos tento resolver seriamente essa minha "imperfeição", mas eu não consigo. Já tentei usar várias dicas de gestão de tempo, mas minha cabeça e eficácia em responder não funcionam da mesma forma que agenda, sabe? A verdade é que às vezes eu sento e resolvo 100 e-mails em um dia. Mas às vezes eu deixo passar 1 mês e não respondo 80. E não, não acho isso legal, mas eu sou assim. Claro que continuo querendo melhorar e resolver isso, mas a partir de ontem eu não vou mais sofrer porque não dou conta dos meus e-mails. Entenderam a diferença? Vou fazer o meu melhor para responder o mais rápido e da melhor forma possível, mas se eu não der conta, tudo bem.

Eu fiz uma escolha de vida e isso significa não dar conta de um monte de coisas e dar conta de um monte de outras coisas. Isso significa estar mais próxima de mim mesma e do que faz ser eu. Significa ter o modelo e tempo que acho justo e bom para mim mesma. Isso significa se posicionar. Para responder os mais de 80 e-mails de tinha não respondido de novembro e dezembro de 2016 eu fiz esse e-mail padrão para enviar e me ajudou muito a entender o que quero e o que sou:

"Escolhi ter uma micro micro micro pequena empresa. Eu sei que às vezes ela parece grande, pelas fotos e qualidade dos produtos e serviços que ofereço... Sei que até que eu sou famosinha no meio do artesanato e da encadernação manual artística, uma referência. E também sei que tenho muitos fãs e curtidores reais em minhas redes sociais. E tudo isso é lindo, mas a verdade é que minha empresa sou só eu, eu mesma, em casa, em um ateliê/escritório no menor quarto de um apartamento em Brasília. E isso não é ruim não. Não é nada ruim. Eu fiz essa escolha, eu queria e quero ser assim. Eu quero continuar pequena e não precisar contratar funcionários. Eu quero continuar trabalhando em casa, sozinha. Salvo algumas parcerias (lindas, por sinal!). E eu sei, isso faz com que eu tenha limites, vários limites. Faz com que eu não de conta de um monte de coisas. Sim... E isso tem esse lado ruim. Eu poderia também focar em apenas uma das muitas frentes que eu tenho, assim teria mais tempo e seria perfeita naquilo. Mas sabe qual é a verdade verdadeira? Eu não sou perfeita e... Não seria eu, eu gosto de ter todas as frentes que eu tenho e fazer serviços e produtos diferentes e administrar um monte de coisas diferentes ao mesmo tempo. E, modesta parte, eu faço bem, o serviço e produto, não necessariamente a administração e atendimento de tudo, mas o resultado final eu garanto uma qualidade extremamente boa e uma satisfação completa dos meus clientes. No atendimento acabo priorizando quem já fechou o pedido do serviço ou produto comigo e deixando de lado (temporariamente) aqueles e-mails que ainda estamos negociando e novos pedidos. Além disso, como já disse, tenho muitas frentes de trabalho e cuido delas todas sozinha. Tenho uma loja online que está sempre em movimento (e isso significa me comunicar com os clientes que fizeram pedidos, fazer arte de carimbos personalizados, me comunicar com meu fornecedor de carimbos, empacotar os pedidos e enviar pelos Correios). Participo e deixo meus produtos em uma loja colaborativa física aqui em Brasília. Faço os carimbos personalizados que são pedidos via e-mail. Trabalho como freelancer designer na criação de Identidade Visual (marca) e amo muito isso. Além dessas frentes, faço encomendas de encadernação manual e também dou aulas particulares e oficinas presenciais (em Brasília e fora) e online na eduK (em SP). De vez em quando também participo de feiras e levo os meus produtos à venda no téte-a-téte. Ah, e tenho que sempre estar criando coisas novas para ter novidades na lojinha e em meus produtos e serviços! Também sou eu que faço todo o atendimento por e-mail e posts nas redes sociais e cuido do meu financeiro. Talvez esteja esquecendo de algo, mas sou euzinha que faço tudo isso, e na medida do possível, acho que faço bem, faço o melhor que consigo! E, depois de refletir muito entendi que quero continuar assim. Quero continuar pequena, sozinha e com todas essas frentes de trabalho. Essa sou eu, essa é a Tê Pires. E isso significa muitas vezes não ter um pronto atendimento, mas às vezes ter. Isso significa minha criatividade e vitalidade estar sempre viva, porque faço o que amo e diversificadamente e isso que me mantém assim. Isso significa que estou fazendo uma escolha de SER e não de TER e posso perder clientes, serviços e dinheiro por conta da demora ou da minha forma de ser, mas que estou fazendo uma escolha pessoal e profissional e me posicionando no mundo e sistema dessa forma. E sim, tenho que arcar com a responsabilidade e felicidade que essas minhas escolhas trazem. Essas escolhas que eu faço são para ter a qualidade que eu sinto que quero e mereço no meu dia-a-dia, com minha família. Trabalhar em casa, autônoma, traz um monte de desvantagens e vantagens e isso também é uma escolha. Eu sinto muito por talvez, para você, eu não ser a profissional que você precisa ou deseja. E eu sinto muito que talvez, você, não seja a cliente que eu preciso, que me move e me dá oportunidade para eu ser eu mesma. A vida é assim mesmo, né? Feita de escolhas. E não, eu não sou perfeita e nem "tô me achando", estou apenas me posicionando e tentando SER EU nesse mundo maluco e nessa rotina maluca que o mundo nos obriga a ter. Se você leu tudo isso, muito obrigada!"

E, essa semana eu consegui zerar minha caixa de e-mails respondendo todos os e-mails deste ano, um a um e todos do ano passado com esse e-mail padrão e perguntando se ainda há interesse. E vamos que vamos. Para frente e dando conta do que consigo e respeitando os meus limites e sendo fiel a mim mesma e às minhas escolhas. Obrigada! Se liberta!

21.2.17

Relato: desmame do Antônio

Oi! Saudades de escrever por aqui... Vida louca agitada! :) Não me faltam ideias, mas esse tal de tempo... Já sabem... Há 12 dias desmamei o Tom Tom. Não quero perder o "time" de escrever aqui meu depoimento, já que tantas pessoas estão interessadas em saber como foi. Mais que um depoimento para você, é um relato para mim mesma, uma concretização em palavras de uma experiência vivida. Vale celebrar o desafio de várias formas e uma delas, para mim, é escrevendo! :) Vamos lá. Só leia se realmente tiver interesse no assunto, senão, será um saquinho! Rs...

Vale dizer antes de qualquer coisa que cada experiência é única e intransferível. Não tem nada que seja melhor ou pior ou mais indicado, certo ou errado. Por favor, se você ainda acredita nisso, se liberta! Existe o que é bom para você e seu filho no momento que estão vivendo. E só isso, apenas. É claro que a gente busca conhecimento técnico com profissionais (ginecologista, pediatra, enfermeira, doula etc) e conhecimento emocional, seja com profissionais (psicólogos e terapeutas alternativos ou seja com família, amigos e relatos como este. Mas nenhum experiência é melhor que a outra. Entenda isso. Minha opinião, claro.

Eu amamentando TomTom com 5 meses.

Eu já vinha bem esgotada de amamentar há um tempo. Desde o final do ano passado minha paciência estava se esgotando e a vontade parar só aumentando. Eu emagreci muito, muito mesmo. Estava atualmente com 47 Kg. Antes de engravidar estava com 58 Kg e engordei 17 Kg na gravidez, ou seja, emagreci os 17 e mais 11 Kg. Wow! E apesar de saber que estava com saúde e nenhum problema, pois procurei médico, fiz exames e estava me alimentando bem, sabia que essa magreza toda era por conta da amamentação. Sempre tive facilidade de emagrecer e com o TomTom me sugando foi super emagrecimento! Rs... Como disse, apesar de eu saber que estava bem de saúde, estava muito cansada de energia, vitalmente e querendo engordar um pouco, enfim... Queria parar de amamentar. Mas daí você querer parar e conseguir ter a ação de fato é um caminho. Sempre tinha uma coisa... Ficou doente, estamos de férias... Vai ter a adaptação na escola... A verdade é que não existe hora boa. Existe a hora que você se empodera e se enche de coragem para fazer e faz. Fora isso, sempre existirá uma "desculpa" para si mesma, vamos chamar assim. Hehehe... Pensei primeiramente em fazer o desmame noturno e até estudei e me programei com meu marido de começar no carnaval... Mas acabei fazendo antes e total.

Bom, eu esperei a adaptação escolar. E quando eu vi que ele estava bem emocionalmente, eu me preparei emocionalmente e tecnicamente: fui a ginecologista e tirei minhas dúvidas e peguei dicas. Fui ao pediatra do TomTom e pedi leite e dicas. Falei com minha doula pós-parto e pedi dicas. Procurei o amigo de todas as horas, Sr. Google e pedi dicas. Foi um processo meio maluco, pois dentro de mim eu decidi que queria fazer o "desmame pá púm", última mamada e acabou. Era assim que chamava até saber que o termo usado era "desmame abrupto". Mas, nas conversas/dicas eu sempre ouvia para ir aos poucos, o tal do "desmame gentil", para não traumatizar e tal... Claro que comecei a ler sobre o desmame gentil e faz todo um sentindo ser um processo e aos poucos, mas aquilo não fazia sentido para mim. Eu lia e entendia que eu não tinha perfil para isso. Que o meu filho não entenderia esse negócio de aos poucos, às vezes, nesse horário. Eu convivo muito com meu filho, não trabalho fora e ele tinha o hábito de me pedir peito o tempo todo. Total livre demanda desenfreada, rs... Quanto mais eu lia sobre o inverso do desmame gentil (e foi aí que eu descobri que se chamava desmame abrupto) pior mãe eu me sentia. Por ler, ver a barbaridade que era o desmame abrupto, a condenação que existe em torno dele e como era ser uma boa mãe fazer um desmame gentil... E mesmo me sentindo mal, aquilo ainda não reverberava dentro de mim. Minha Doula também ía, com seu jeitinho tentando me dar dicas de desmame gentil e eu não conseguia introjetar isso. Só sei que não sei se é meu sol e ascendente em touro e lua em leão que me fez assim, mas estava o segura o suficiente de mesmo com essas muitas contra-argumentações, tentar o desmame abrupto. Claro que se o Antônio estivesse sofrendo muito, estaria disposta a voltar atrás, mas não na primeira dificuldade. Sou mãe, sinto, sei quando meu filho precisaria que voltasse atrás... Bem, e daí, decidida, fui cuidar de alguns detalhes antes de começar: meus seios e preparação do TomTom.

TomTom: já estava falando com ele há alguns dias que o mama ía acabar... Que mamãe não poderia mais dar mama a ele... Sempre que ele mamava rolava essa conversa e ele só ficava olhando desconfiado. Ele gostava muito do mama, muito mesmo. Mamava o dia todo e de 2 a 4 vezes à noite. Me via e já pedia, era um trem de doido. E, como ele adora festa e parabéns, tive uma ideia que achei ótima, modesta parte, de fazer a festa de despedida do mama. Sim! :) Fiz uma festinha e até parabéns ele cantou para o mama. Ficamos falando como foi bom o mama, que ele merecia parabéns e que o TomTom ía mamar pela última vez e dar tchau. Até presente o mama trouxe para o TomTom. Comprei um copo novo da Galinha Pintadinha e uma garrafinha com canudinho super fofa e ele abriu o presente e amou o copo da popó... Foi bem legal. Então fiz ele mama bastante os dois seios (o que não era nenhum dificuldade) e passei aos cuidados dos meus seios.

Festinha de despedida do mama! :) Tava esperando ele chegar da escolinha.

Meus seios: Assim que o Antônio me mamou pela última vez, peguei a compressa gelada e coloquei sobre os seios e logo depois  meu marido me enfaixou com atadura. Bem forte, acho que até mais do que era preciso) mas não sabia a intensidade. E era noite e fomos começar o processo do ritual do sono (sem mama pela primeira vez, depois de 1 ano e meio, a vida toda de TomTom).

Queria salientar aqui um detalhe importante. Quando comecei a pesquisar no Google especificamente sobre enfaixar o seio vinculado ao desmame começaram a aparecer vários relatos e depoimentos positivos do desmame abrupto. Achei engraçado como uma nomenclatura pesa tanto e traz tantos significados não necessariamente reais. Fazer um desmame abrupto, não significa que será abrupto indo a fundo no significado da palavra, só que você cortará de uma vez o peito, mas um desmame abrupto pode ser gentil. Assim como um desmame gentil não quer dizer que não causará traumas ou sofrimento para a criança, pode ser que uma criança sofra mais parando aos poucos do que de uma vez. Se existem adultos com perfis diferentes, porque uma criança também não tem perfis diferentes também? Mais uma vez volto no lance de não existir melhor ou pior, certo ou errado. Cada vez mais eu acredito mais nisso.

Outra coisa que vale ressaltar é o instinto e segurança da mãe. Faz TODA A DIFERENÇA. Se você está pensando em desmamar e não está segura disso, não faça, provavelmente será uma frustração. Cada vez mais na minha pequena experiência como mãe percebo que se ouvir, ter essa conexão consigo mesma e seu filho, essa intuição, esse instinto, é fundamental. Ter essa consciência te empodera, te faz acreditar que o que você esta´escolher é o melhor para vc e seu filho naquele momento. E essa segurança de que você está fazendo o melhor, faz todo o processo ser melhor. Se escute, escute seu filho. Procure informação, técnica e emocional, se escute de novo. Tenha certeza do que quer fazer (mesmo que no processo mude) mas a certeza do começar é fundamental.

A primeira noite: me preparei muito emocionalmente para essa noite. Tinha para mim que seria a pior. Eu e meu marido nos preparamos, mas sabia e queria viver esse processo junto do meu filho. Muita gente opta por o pai ir nas acordadas noturnas com o desmame, mas eu queria passar por isso junto com ele. Assim, aqui em casa decidimos ir juntos então. Mas antes da acordada teve a dormida, rs... E foi demorada, porque não teve o mama para dormir. Mas não foi sofrida. Um pouco de choro, mas muito colo, carinho, musiquinha, oferecemos água e ele dormiu. Coisas que fizeram diferença: ele chupa chupeta. Sempre usou para dormir apenas e isso, nos acreditamos, ajudou. Coisas que talvez ajudasse e não rolou: ele não aceitou o leite de fórmula, de jeito nenhum. Só bebeu água. Mas dormiu sem muito alarde. Achamos ótimo. Fomos para cama esperar a "acordada do ano" hehehe. E ele acordou e fomos ao quarto dele. Ele pediu mama, como sempre e eu lembrei ele que tinha acabado, que tínhamos feito a festinha, dado tchau... E foi muito choro, claro, ele não aceitava. Foi um choro que nunca tínhamos ouvido, nem com injeção, nem com doença, nem quando caiu. Foi um choro bem sofrido mesmo. Mas não durou muito. Eu me sentia forte, segura e empoderada. Tive pena, claro, mas entendia que era um processo normal para uma criança esse choro pela falta de um mama no meio da noite que sempre teve. E, com ele no colo, fui a mesinha da festinha, fiquei conversando com ele, fazendo carinho, dei a chupeta, ofereci água, deixei ele pegar no meu cabelo (ele ama!) e assim vai... Cantei um monte, falei dos bichos, dos amiguinhos, meu marido também vinha ficar com a gente, mas ele dó queria o meu colo. Às vezes ele chorava, às vezes parava e se acalmava, mas todo o processo durou uma hora e meia até ele dormir novamente bebendo apenas um pouco de água. Não foi tranquilo, mas foi infinitamente melhor do que eu esperava. Estava preparada para algo bem pior. Depois disso não acordou mais, apenas pela manhã. E pediu mama, como sempre, mas fiz o mesmo discurso e desta vez nem chorou. Fomos tomar café da manhã e foi tudo bem. :)

Como Antônio se comportou nos três primeiros dias? Depois dessa noite passada, estava perplexa como tinha sido tranquilo. Avisei na escola e a professora falou que talvez ele ficasse mais irritado com isso, mas nem isso aconteceu. Ele passou bem e às vezes pedia o mama, mas sempre respondia que o mama havia acabado, que ele tinha dado tchau, tinha cantado parabéns e que não tinha mais mama. Ele nunca mais chorou porque eu disse que não tinha mais mama. Simplesmente aceitava. Passamos a dar mais chupeta para ele e ele passou a fazer mais carinho no meu cabelo que habitualmente. Além disso eu passei a receber carinhos sem ser na hora do mama, antes era raro os carinhos fora do momento mama e estava amando muito tudo isso! :) Conforme os dias iam passando ele cada vez pedia menos o mama. E as noites eram cada vez melhores. A segunda noite e outras não teve mais choro. A primeira dormida estava demorando bem mais que o habitual, era o que estava sendo mais difícil, mas não tinha choro, só enrolação.Continuou sem aceitar leite de fórmula e só bebia água e passou a se alimentar em maior quantidade. Simples assim. O Antônio me surpreendeu muito. Eu tinha segurança de como queria fazer o processo do desmame, mas achava que seria mais difícil para ele. Fiquei surpresa em ver ele levar tão bem isso. Acho que em parte minha segurança passou para ele, mas em parte ele realmente entendeu e aceitou a despedida. A festinha e copo novo da popó pode ter ajudado. Eu participar ativamente e do ladinho dele em todo o processo também... A verdade é que ele despediu só do "mama leite" mas continuou tendo todo o resto que o "mama dengo e carinho e acolhimento" dava a ele. Sinto isso.

Selfie da família em uma das primeiras manhãs do desmame. Seios enfaixados ainda.

Como meus seios se comportaram? Essa foi a parte mais difícil de tudo, por incrível que pareça. Pois como Antônio ainda mamava muito, ainda tinha muita produção de leite. Os três primeiros dias foram bem tensos, pois meus seios enchiam muito e tinha sempre que tirar a faixa, ordenhar, colocar a compressa gelada e enfaixar novamente. Eu fazia isso sempre que sentia o peito muito cheio. Cheguei a fazer 3 ou 2 vezes por dia. Teve uma noite que fiz no meio dela, a segunda, se não me engano. Me preocupei muito em sempre ordenhar porque não queria ter mastite de jeito nenhum, então fui bem neurótica nisso. Mesmo que minha produção demorasse a diminuir porque ordenhei mais, preferia que isso acontecesse a deixar empedrar e dar uma mastite. Então eu fiz assim. No quarto dia começou a produzir mesmo. No quinto dia tirei a faixa de vez mas continuei ordenhando (bem menos) e colocando compressa gelada. Com uma semana não sentia mais a produção e meus seios estavam bem vazios, murchinhos... Rs... Com 10 dias estava massageando ele e percebi uma "pedrinha" pequena e bem perto do bico. Massageei bem e começou a sair leite. Era leite empedrado ainda, mesmo com o leite aparentemente vazio. Ordenhei, apesar de ter sido estranho ordenhar um peito vazio, mas a "pedrinha" sumiu depois. Estou contando isso porque mesmo depois do peito murcho ainda existe a possibilidade de empedramento de leite, é bom continuar sempre massageando os seios para sentir. Como disse os seios foram a parte mais difícil do desmame, mas mesmo assim, super possível de controlar se o que é recomendado é feito. Segui as orientações médicas e deu tudo certo! ;)

Depois de 12 dias, como estamos, todos? Ai que benção! Estamos muito felizes. Desafio superado. TomTom comendo super bem e nem pede mais mama... Eu estou com mais energia e feliz por essa conquista. estamos dormindo mais tempo e mais tranquilos, sem interrupções (às vezes ainda uma por noite, mas só para pegar a chupeta de novo e fazer um carinho no cabelo). E espero, começar a ganhar uns quilinhos e também a poder ter umas saídas noturnas com meu marido ou com as amigas. Amamentação é bom quando é bom para os dois. Se já está difícil para uma parte, ela deve ser reconsiderada. Não estou sentindo falta nenhuma dele mamando em mim, muitas mães dizem que a gente sofre mais que eles, sofri nada não, quase que saí comemorando! Rs...Amamentei muito, muito mesmo e por um tempo que considero muito bom: 1 ano e meio. Antônio sempre deu trabalho para comer e hoje está comendo divinamente e percebi que a amamentação, por este lado, prejudicava, pois não conseguia dar o mama só de manhã e à noite. Ele demandava e eu deixava. Além disso agora ganhos carinhos toda hora e não em troca do mama, é em troca do meu amor mesmo, amando demais isso!

É isso gente! Espero que tenham gostado do meu relato e que ajude de alguma forma quem está pensando em desmame, seja gentil, seja abrupto, seja só noturno... E lembrando que cada um tem um perfil, um jeito, uma experiência e que é importante se ouvir e saber qual é a sua melhor opção. A ideia foi apenas compartilhar uma experiência e se ajudar de alguma forma você a fazer sua escolha, fico feliz. Mas de maneira alguma quero incentivar algo ou dizer que assim é melhor. Por favor, leiam vários relatos, procure médicos, amigos que já passaram por isso e façam o que o coração de vocês pedir. Muito amor e saúde a todos! Parar de amamentar para mim foi mais um "se liberta!" da minha listinha! :)

1.11.16

Carimbos Tê Pires de "roupa nova"!

Vou contar uma história para vocês. Sou designer desde 1999 (me considero designer desde que entrei na faculdade de Desenhos Industrial da UnB) e até começar a minha lojinha de carimbos, em novembro de 2014 eu já tinha feito uns 3 carimbos na minha vida todinha. Rs... :) A vida é cheinha de surpresas, muitas. A criação de carimbos chegou a minha vida de forma muito inesperada, porque tinha que ser. E são essas coisas assim, naturais, que brotam da gente, é que costumam dar certo. Não podemos forçar as coisas para darem certo. Elas dão certo naturalmente, se tiverem que ser.

Em outubro de 2014 criei 5 carimbos para mim, estava sentindo falta de alguns em minhas embalagens que mandava as encomendas de encadernação manual personalizadas. Mas quando fui procurar carimbos para comprar só achava carimbos que eu não gostava e quando achava bonitos, eram em inglês. E algumas ideias que tinha em mente, não achava carimbos com essas ideias. Assim, eu mesma fiz. :) Quando postei o primeiro em meu Instagram (@te_pires), foi sucesso imediato e todo mundo queria. Não queria deixar as pessoas sem... E foi assim que surgiu minha lojinha de carimbos. Sim, um história de sucesso sem ser nada planejado. Os "coaching", "professores" e "empresários" de plantão não vão gostar dessa história, mas sim, isso acontece. Claro que depois da decisão de vender meus carimbos eu me dediquei a lojinha e fiz isso acontecer e foi muito tempo e energia dedicado a cada criação e venda. Mas ela nasceu assim, naturalmente de mim, ao criar para mim mesma e naturalmente a venda, porque meus clientes já existiam e pediram. Sabe aquele lance de se fazer o que ama? É isso. Eu amo criar e poder fazer essas minhas criações chegarem e serem úteis aos meus clientes. Não importa o que. Muitas vezes isso tem se concretizado em forma de carimbos. :)

Já perdi a conta de quantos carimbos já criei e quantos ainda estão em meu caderninho de ideias (sim, claro, eu tenho um!). Fora os que estão na lojinha, também crio carimbos personalizados para clientes. Como sempre, amo os personalizados... Mas uma coisa nesses dois anos eu sempre quis mudar, a forma como apresentava meus carimbos. São de ótima qualidade, isso é inquestionável, meu fornecedor trabalha com carimbos há mais de 25 anos e com material de qualidade, tanto o silicone da borracha, quanto suas bases de acrílico. Mas queria muito as bases em madeira, sem cabo. Bem fofos! Depois de muuuita negociação e pesquisa e o famoso TEMPO, chegamos nesse dia. Estou bem contente em mostrar a vocês a "roupa nova" dos meus carimbos:


Agora todos serão assim, com base em madeira, carimbados com minha marca, com amor e com calor. Com o desenho do carimbo acima da base e mantendo a mesma qualidade de sempre. Sendo apenas (tudo isso) mais fofos! Como eu gosto. O que acharam? Vai demorar para eu conseguir atualizar todas as fotinhas da lojinha. Como sabem, sou eu quem faço TUUUUUUUDO aqui. Tudo mesmo. Mas seja qualquer carimbo que vocês comprarem, da lojinha ou personalizado, irão assim para vocês.


E o tempo é tão "fofo" comigo que essa novidade veio junto da comemoração dos 2 anos da lojinha. Assim, terão 2 sorteios. Cada sorteio, 2 pessoas vão ganhar, 2 carimbos cada. Fiquem de olho que ainda essa semana chamo vocês para participar e quem sabe ganhar 2 carimbos novos e fofos bem gracinha! Um amor! Beijo beijo e muitas carimbadas para vocês!


Atualização da marca Tê Pires

Se a gente for pensar em - tudo tudo tudo que a gente faz e porque e para que e como - a gente sempre chega na questão TEMPO. É como se ele fosse - e é - a origem de tudo, o existir de tudo, o que faz acontecer e ao mesmo tempo o que a gente tanto deseja! Ainda vou escrever mais sobre esse TEMPO, que depois da maternidade fez eu ficar mais ainda obcecada por ele... E tempo é tão relativo, né? Tão único para cada um... Desde o ano passado planejo algumas coisas. Tinham metas, datas, mas as coisas acontecem quando estão prontas para acontecer. Desde o início do ano penso em algumas mudanças, a começar pela atualização da minha marca. Sim, coisa simples, mas necessária, para mim. E fiz. Acho que em maio passei a usá-la. Imperceptível para alguns, notória para mim, ela já está  nas casas dos meus clientes desde o início desse ano. Vejam só:

Marca antiga à esquerda e marca nova à direita [positiva e negativa]

Fiz a minha marca quando "as papeleiras" acabaram. A marca das papeleiras também tinha sido feita por mim e foi difícil dar um "tchau" para ela... Rs... Aquele coração (símbolo) então, está aqui, na minha pele, para sempre. Assim como essa história com a Van que tanto me orgulho. Bem, minha marca surgiu no início de 2014. Queria usar meu nome, mas não Tereza, pois já me chamavam de Tê, sempre... E meu sobrenome veio dar mais força ao logotipo. O "insight" do acento circunflexo do "tê" e o pingo do "i" do "pires" fez a marca surgir, enquanto ideia. Até ela funcionar enquanto imagem foi um processo doloroso, mas nasceu! Amei a ideia de ser um círculo perfeito e poder funcionar em qualquer sentido... Mas não ser um círculo fechado, já que é pontilhado. Trazia o desenho da costura, trazia originalidade, abertura, flexibilidade e meu nome. Sem querer encher linguiça para meu lado, um ótimo resultado. ;) Quem é designer e cria identidade visual sabe o quanto é difícil criar para si próprio... É difícil mesmo, dói, mas com persistência (e libertação!), nasce. :)

O mais engraçado é que alguns meses depois eu estava criando e vendendo carimbos na lojinha e minha marca me lembrava também um selo, um carimbo, E isso não foi levado em consideração em sua criação. Engraçado, né? Isso se chama sincronicidade!

Meu carimbo elétrico com minha nova marca atualizada e madeiras sendo carimbadas! :)

Com o tempo fui percebendo que havia algumas coisas que me incomodavam. Não a ideia dela, enquanto conceito, amo muito. mas outras coisas, como coisas técnicas: a redução da marca, achava que possibilitava pouca redução. E coisas estéticas: os pontilhados eram muito retos, me lembravam costura a máquina e não a mão. Engraçado, né? Mesmo a gente sabendo de um monte de coisas, até nossa própria marca tem o tempo certo dela... E a vida dela também. Assim, fiz alguns ajustes no desenho da fonte, aumentei o logotipo e ajustes nos traços do círculo (na costura) para parecer manual. Foi assim que a atualização da marca se deu. No momento estou bem satisfeita com ela, mas nada impede de mexer nela novamente daqui a um tempo. E boas marcas são assim, sofrem alterações, mas mantêm a sua identidade!

Você já tinha reparado nessa mudança? Fica mais fácil assim, né? Uma do lado da outra! :) Você tem sua marca a quanto tempo? Já sentiu necessidade de atualizá-la? Minha lojinha, que mudei o leiaute a pouco tempo, já está cheinha da minha marca nova:

Minha lojinha online com novo leiaute criado nesse semestre já com a nova marca atualizada

Voltando na história do tempo... A atualização da marca começou com um incômodo e uma vontade de algumas novas apresentações. Assim que atualizei a marca, fiz meu carimbo elétrico com ela, ainda no primeiro semestre deste ano. E estou em negociação com meu fornecedor de carimbos uma nova apresentação deles que finalmente chegou a hora de mostrar a vocês, mas isso é assunto para outro post! Já já!!! Comemorando 2 anos da lojinha! E quanto ao TEMPO? Se liberta! Ele já tem tempo demais e sabe exatamente qual o tempo dele. A gente ainda tá aprendendo... :)

29.8.16

Álbum do mensário do TomTom :: 1 ano!

Depois da ideia de fazer o mensário do Antônio em seu primeiro ano eu, como designer e encadernadora que sou, não poderia deixar de fazer um álbum bem especial para essas 12 fotos/infográficos que preparamos com tanto carinho...

Foto de Mariana Leal Fotografia
Quando fomos chegando perto do primeiro ano do TomTom as coisas ficaram um pouco complicadas aqui em casa. Decidimos meio em cima da hora fazer uma festa e nem lugar tínhamos ainda. Foi um corre-corre arrumando e inventando as coisas e ainda recebendo a família do meu marido em casa. Mas, como sempre, no final deu tudo certo! ;) O tema foi lindo, as amigas e família ajudaram e eu ainda consegui fazer 10 albinhos desses para dar para alguns familiares de lembrança. Muito especial.

Foto de Mariana Leal Fotografia
O tema foi inspirado em nosso multi artista pernambucano, Antônio Nóbrega e fizemos o "Primeiro ano do brincante Antônio". Coincidentemente, quando estava grávida e em Sampa, mas sem saber o sexo ainda, assistimos um show de Antônio Nóbrega no Ibirapuera e acho que ele já se remexeu todinho dentro da barriga! :) Festa com muitas cores, estandartes, brinquedos do interior do nordeste e bolo de bolo de rolo! Foi nesse clima e alegria a festinha do TomTom. Teve carimbo, claro, rs... E teve o álbum que quero compartilhar com vocês.


Fiz um álbum bem simples, com 12 folhas e apenas um pouco maior que a foto 10x15cm. Como todas as fotos eram coloridas demais, escolhi o fundo preto, mas achei que nem sempre ficariam boas nesse fundo e depois tive a ideia de ainda colocar mais uma moldura colorida. Amo cores!!! :) A costurinha foi simples, apenas dois cadernos e só fiz cruzar para dar um charme! ;) E na capa, que escolhi esse chevron coloridinho, decidi colocar um "box diferente" um pedaço de algodão cru desfiado e carimbado. Achei bem fofo, deu o toque final.

Foto de Mariana Leal Fotografia
E, se você já está achando muito, ainda teve uma embalagem super especial. Um envelope de tecido cru, bem simples fechado com um boton que também mandei fazer com a mesma arte do primeiro ano do brincante Antônio. Se você gostou eu não sei, mas que eu amei e todos que ganharam amaram, eu tenho certeza! É, sem dúvidas, uma lembrança e tanto! Fiquei bem feliz em conseguir produzir, mesmo com o cansaço e doenças e falta de energia, muitas vezes. Mas sempre vale a pena! E também estava com muitas saudades de papelar assim, Antônio sempre me traz de volta para o que eu amo!

Ah! Tem um videozinho caseiro que eu fiz do álbum e está lá no Facebook em minha página Tê Pires. Não consegui trazer para cá e não achei link... Então, se vc quiser ver, procura lá: https://www.facebook.com/tepiresdesign/.

Foto de Mariana Leal Fotografia

25.8.16

Primeiras reflexões e sentimentos sobre trabalhar em casa com um bebê :: 4 a 6 meses

Sobre trabalhar depois que se tem filho.
Sobre expectativa x realidade.
Sobre frustração (ou não). Sobre ser ninja (ou não).
Sobre entender que será diferente, para sempre.

Vocês sabem, sou a Tê Pires, que pediu demissão do emprego em 2012 e que viveu intensamente (como tudo na minha vida) as papeleiras (desde 2009) e que em 2013 seguiu o caminho empreendendo só. Um dos motivos da minha escolha de optar por querer algo menor, pequeno  e em casa já era uma preparação para esse nosso plano de ter filhos. Não queria trabalhar muito e nem ficar de 9h às 22h fora de casa e nem trabalhar todos os finais de semana, como estava acontecendo. Queria ter tempo para meu filho. Em todo esse tempo me preparei, nos preparamos (sempre conversando com meu marido) para essa nova realidade que imaginávamos como seria. Por mais que você converse, leia, imagine, você só sabe da realidade vivendo mesmo... Antônio chegou depois de 2 anos e meio eu trabalhando em casa sozinha. Tudo foi um processo, uma preparação. (Mas a verdade é que a gente nunca tá pronta, né?) Me planejei para não precisar trabalhar até 6 meses, se quisesse e quando começasse, sabia que seria aos poucos. Bem resumidamente, foi assim que aconteceu.


Seu Gracinha (TomTom) chegou em agosto de 2015, só tive vontade (e coragem) de voltar a trabalhar em janeiro de 2016. Decidi reabrir a lojinha e voltar com os carimbos personalizados (atendimento por e-mail) e decidi não voltar com as encomendas de encadernação, pois achava que não dava conta. Queria ir aos poucos. Eu fui aos poucos. Antônio estava com 5 meses, mamava e dormia bem e tinha o apoio da minha mãe. Fiquei ate impressionada o quanto estava conseguindo trabalhar. Até para a eduK voltei a trabalhar e preparei várias peças e em fevereiro de 2016 fui dar um dia de curso lá. O trabalho estava fluindo. Antônio ainda não comia (só mamava) e ainda não engatinhava. Fácil de "domar" rs... Trabalhava quando ele dormia, ou mamãe passeava com ele ou meu marido ficava com ele. Era suficiente e me fazia bem. Antes da eduK foi um pouco cansativo, sempre há muito trabalho pré, mas demos conta. Quero até compartilhar um texto/post do meu marido no Instagram (@jorgeae) que me emocionou muito:

"Estava saindo do banho quando interrompi minha ida até o quarto pra ir na sala pegar o celular para bater essa foto. Em frações de segundos essa cena me fez relembrar de muita coisa minha e de Tereza quando conversávamos sobre ter nosso primeiro filho. Sobre nossas escolhas e mudanças para a chegada de Antônio, antes mesmo de engravidar. Tereza trabalhar em casa foi uma dessas escolhas. Talvez a mudança mais radical. E que está mostrando suas facetas agora que ela está voltando a ativa. Não está sendo fácil. E não vai ser por muito tempo. Mas estamos nos virando, e indo. Temos que ir. Não da para ficarmos parados. Ficar de mimimi não nos leva a lugar nenhum. Não significa que não tenha dias de desânimo e stress. Tem sim. Mas passa e o trabalho tem que ser feito. E ela faz. A cada oportunidade, a cada cochilo do Antônio, a cada colo da avó ou do pai uma arte é finalizada, uma venda da lojinha é empacotada ou qualquer outra coisa é feita por essa profissional multi tarefa. Já ouvimos de muitos que pra gente é fácil porque Tereza está em casa pra cuidar do Antônio. Não é, meus queridos. Não é fácil. Não acho também que é mais difícil do que estar em outra situação. Não é. Não achamos a grama do vizinho mais verde. Amamos a nossa grama e cuidamos diariamente dela para que nossas escolhas dêem certo. E se não derem certo, bronca zero. A gente muda o jeito de fazer as coisas. Ou muda as coisas. Ou muda a gente. O que a gente não muda nem a pau é de ser feliz com nossas escolhas. Admiração sem fim por essa mãe+profissional+marida+mulher+... 💚❤️"
E, como eu amamentava, a viagem a São Paulo foi com meu marido também, para ficar cuidando do Antônio enquanto eu dava aula. Pude escolher um sábado para que desse certo essa ida a eduK. Eu também não conseguiria ter viajado sem ele (coisas de mãe!). Foi um teste para saber se daria certo continuar dando cursos, com Antônio pequeno. E a viagem foi bem bacana, deu tudo certo, apesar do cansaço. Ele super se comportou, nos divertimos também e achamos a experiência boa. Foi só um dia, uma tarde de curso, o que ajudou também. Mas para um bebê também é cansativo não ter seu espaço, tapete, ficar em colo e em carrinho... Foi uma viagem muito importante para mim, me senti realizada e me ajudou a entender que nesse momento, por mais realizada que estivesse me sentindo, era mais importante ter a tranquilidade de ser a mãe do Antônio, principalmente pela amamentação.

Na época a gente até estudou outras maneiras que poderiam funcionar... Babá, minha mãe... Mas nenhum plano fazia muito sentido para mim. Quando nos tornamos mães/pais nossas prioridades mudam, nossa visão das coisas ficam diferentes. Coisas grandes tornam-se pequenas. Sentimentos grandiosos mudam de perspectiva. Suas decisões são tomadas de outra forma. E assim nós, enquanto família, entendemos que não voltaria a fazer viagem de trabalho a São Paulo até que Antônio crescesse e principalmente parasse de mamar. A vida é feita de escolhas. E minhas escolhas costumam ser muito conscientes e refletidas. :)

Antônio havia acabado de completar 6 meses de vida e portanto estávamos começando a introdução alimentar. Esse marco mudou tuuuuuudo em minha vida. Antônio não teve uma introdução alimentar natural e tranquila. O tempo que eu tinha para trabalhar simplesmente não existia mais. Eu acordava e quando eu via já era de noite e eu estava na tentativa frustante de dar a quinta refeição do Antônio. A sensação que eu tinha era que eu passava o dia preparando comida e tentando dar a ele. E ponto. Era só o que eu fazia. De repente não conseguia mais trabalhar. Mas, para o post não ficar muito longo, continuo depois essa segunda fase da minha experiência de trabalhar em casa com um bebê. O que posso dizer é que até os 6 meses até é tranquilo, principalmente se você tem quem ajude. Também não quero desanimar ninguém, cada um tem sua experiência e ouvi dizer de gente que conseguiu tranquilo por muito tempo. Deve ser verdade, né? (Mas juro que duvidei! Rs...). Continuo outro dia, para quem tiver interesse, acompanhe. E se quiser contar a sua experiência aí nos comentários, vou adorar esse Téte-a-Téte! Beijão!

Mesversário :: 1 ano completo! :)

Oiê! Faz tempo que não venho, vontade e ideias e assunto eu tenho um monte, mas minha vida maluca de mãe de primeira viagem empreendedora tá tipo placar 10x3 e não sou eu quem tô ganhando, rs... :) Mas, tem dia e tem época que a gente consegue respirar fundo e dar conta de um monte de coisas, essas duas últimas semanas têm sido assim, mais produtivas! ;) A lista de assuntos para escrever aqui tá grande (já falei que amo listinhas?!) mas vamos devagar que de grão em grão a galinha enche o papo! :)

Lembram do mensário do Antônio, né? Já postei aqui quando ele completou 6 meses. Se você não viu, entra aqui: https://tepiresdesign.blogspot.com.br/2016/02/mesversario.html. Inclusive incentivei as pessoas a fazerem e algumas clientes/alunas minhas estão fazendo e me mostrando, eu adoro!!! :) Bem, como o tempo não pára e não perdoa, TomTom já fez 1 ano!!!! OMG! Sim, completou 1 aninho esse mês e portanto o mensário acabou. Vim aqui compartilhar com vocês os últimos 6 meses, que cá para nós, foram cada mês sendo mais complicados de fotografar, quanto mais ele se mexe e ganha habilidades fica mais difícil fazer ele parar, rs... Vejam só:







A titia Mari, melhor fotógrafa de Brasília, segundo "mainha" teve que se virar para as fotos continuarem no alto padrão do início. E ela conseguiu, né gente?! <3 É o amor!!!! Rs... Falando bem sério a verdade é que tirar essas fotos com essa qualidade e pensando sempre em fundos limpos para que depois seja bacana escrever as artes é mais difícil mesmo. Tinha mês que a gente não tinha ideia e uma tinha que animar a outra. Valeu a pena, o resultado ficou maravilhoso! Já tem um monte de gente querendo contratar as fotos da Mariana Leal Fotografia e o design da Tê Pires. E nós? claro que fazemos!!!! Se quiser fazer o do seu filho e você mora em Brasília, manda um e-mail para Mariana: oi@marianalealfotografia.com.br. Se você não mora em Brasília, mas você mesma vai tirar as fotos ou contratar uma fotógrafa da sua cidade e quer que eu faça só o design, manda um e-mail para mim: oi@tepires.com.br.

Ah... E quem me acompanha nas redes sociais sabe que depois de todas essas fotos prontas eu fiz um mini álbum para colocar elas e dei de lembrancinha para a família no primeiro ano dele. Ficou lindo e muito especial. Mas isso é conteúdo para outro post! :) Beijão! Tava com saudades!!!

25.5.16

A sopa de cebola

Uma sexta-feira que para mim seriam como as outras que tenho já há algum tempo desde que Antônio nasceu. Igual a qualquer outra dia da vida! Rs... Umas 17h30 e uma grande amiga me manda um Whatsapp do nada com a seguinte pergunta: "O Tom mama para dormir?" kkkk Coisas entre mães... E eu mandei um áudio, porque é o que uma mãe, às vezes, consegue fazer, dizendo que sim, que ele estava nessa fase de mamar e dormir desde que nos mudamos... Daí ela respondeu: "Ah... Puxa, que pena. Ía te convidar para uma sopa de cebola." Dái na hora que eu li isso algo aconteceu dentro de mim e mandei outro áudio: "Ah.... Eu querooooo! Kkkk Precisooooo!!! E blá blá blá..."


Nem todos sabem mas decidimos nos mudar de casa, faz 3 semanas que estamos na casa nova, mas ainda sem finalizar a mudança. [Quem já se mudou com filho, diga aí, a mudança termina algum dia? rs...] Antônio já estava comendo pouco, após mudança passou a comer nada! :( Agora tá melhorando de novo, aos pouquinhos... Nesse meio tempo louco de mudança minha mãe ainda fez uma cirurgia de vesícula que em princípio era simples, mas complicou e ela teve que passar por dois procedimentos cirúrgicos em uma semana, o que deixou os dias mais tensos ainda. Inclusive tivemos que passar dois dias no hospital, eu e o Tom, com a vovó. Enfim, era uma sexta após esses dias que expliquei acima e estava, como eu posso dizer... Necessitada dessa sopa de cebola. Na hora liguei para o Jorge, meu marido e disse que minha amiga tinha me convidado e queria muito ir e se ela achava que era possível... Antônio estava mais manhoso ultimamente por conta de todas essas mudanças e como ele mama em mim, eu acabo sendo toda resposta que ele precisa. Mas Jorge falou, claro amor!!! E bom solucionador e homem das logísticas que ele é já bolou um plano de horários e talz...

Correrias com banhos e mamada, fui! :)

Usei vestido que não dá para amamentar e sutiã tomara que caia! Passei perfume!!! :) No meio do caminho lembrei que perdi a oportunidade de usar brincos e passar batom, ah! Puxa... Fiquei indignada de perder um pouco do meu precioso tempo tentando arrumar vaga e cheguei, inteira! Minha amiga tava lá e já tinha pedido a sopa e um croissant, perfeito. E aí nem sei o que dizer... Foram tantas palavras, sorrisos, conversas, desabafos, dicas, fofocas, suspiros! Como foi bom lembrar que é possível encontrar uma amiga, conversar prestando atenção 100% nela e na conversa, não ser interrompida, curtir esse momento. Como foi bom essas duas horinhas que pude ser a Tereza, mãe do Antônio, que ficou lá em casa com o pai. Isso é muito bom também. Faz uma falta danada no meu euzinho aqui e foi uma sexta-feira linda! Mas podia ter sido segunda ou quarta ou qualquer dia...

Quando meu marido mandou um whatsapp dizendo que era melhor eu começar a pensar em voltar, por causa do Tom, claro, eu fui e lá estava meu filho vivo, lindo e feliz, doido por uma mamada. Ele sobreviveu, gente! Meu maridão estava feliz por ter me ajudado a oportunizar esse momento e eu mais feliz ainda com meu pré-momento com minha amiga e minha família linda que eu amo tanto. Que delícia de noite! Meu marido ainda me lembrou: "Meu amor, você pode fazer isso mais vezes, viu?!" E eu me toquei que realmente eu achava que não podia, que o Antônio não ficaria bem sem mim, que ele choraria muito, que ele sentiria minha falta, que ele não pode ficar longe do meu peito... Virei para o Jorge e disse: "Realmente amor, eu posso! Ou melhor, eu mereço! A minha amiga me lembrou disso." :) Eu poderia dizer agora aqui: "E viveram felizes para sempre..." Mas eu sei e você sabe que não é bem assim. Ainda vou ter muito pano para manga aqui, e que bom! Mas #ficaadica para você que acha que não pode desgrudar do seu filho, você pode e faz bem! :)

Foi uma sopa de cebola... Mas podia ser um café, um fondue, uma bebedeira (porque não?! se liberta!), uma pizza, seja lá o que for... O importante é ter assim um tempinho de "mulher para mulher", com uma amiga especial. Super indico! :) Faz mais bem que qualquer remédio, que qualquer massagem, que qualquer dia em um spa! Obrigada por tudo que veio junto com a sopa de cebola, Tammy! Amo S&D!

Eu e Tammy em diferentes momentos desses mais de 20 anos de amizade! :)

7.4.16

Gratidão

Não há palavra que se encaixe melhor para mim nesse sentimento de amamentar: Gratidão. O verbete gratidão vem do latim "gratia" que significa literalmente graça, ou "gratus" que se traduz como agradável. Ou seja, é o reconhecimento agradável por tudo que se recebe ou lhe é reconhecido. Para mim é realmente uma graça alcançada estar tendo esse privilégio da amamentação. Antônio está há 3 dias de completar seus 8 meses e até agora mama bastante! :) E, os seus primeiros 6 meses de vida foi exclusivamente se alimentando do meu leite. Como posso não sentir extrema gratidão?!

Desde antes de engravidar, quando planejávamos ter filho, essa era uma das minhas maiores preocupações. Eu queria muito amamentar meu filho, mas confesso que tinha um pouco de receio e medo que não desse certo. Seria muito frustante para mim, pois eu entendia que isso era muito importante para mim. Ter filho velha (kkk tive o Antônio com 35 anos) faz você ter a oportunidade de vivenciar as maternidades de suas amigas próximas. Acompanhei, umas de mais perto outras de mais longe, as dificuldade da amamentação. Ter dificuldades ao amamentar é o comum, não ter dificuldades é uma dádiva mesmo. Absorvi algumas experiências que começaram ruim e terminaram ruim, outras que começaram ruim e terminaram bem, outras que admiro muito pela insistência em funcionar, outras que admiro pela força de reconhecer que não davam mais conta. Amamentar é uma experiência única e muito sensível. Mais uma vez, só cada mãe sabe a dor e a delícia de amamentar.

Foto "MARAVILINDA" da minha cunhada Mariana Leal Fotografia

Eu, talvez pela maturidade, por me preparar muito, por ter amigas que tiveram filhos antes de mim e me ensinaram com suas experiências, por ter tido uma doula pós-parto maravilhosa e por ter tido muito apoio do meu marido e mãe, talvez por tudo isso, eu não tive problemas na amamentação. O Antônio nasceu e 40 minutos depois estava ele lá com a pega perfeita em meio peito, boca de peixinho, sugando o colostro. Eu até brinquei falando que ele também prestou muita atenção nas palestras que eu e meu marido fomos sobre cuidados com recém-nascido, rs... Como a pega dele era ótima, não tive rachaduras no bico, apenas uma leve sensibilidade, aquela de carne nunca usada, sabe? Hehehe Quando meu leite desceu, a minha doula pós-parto Bárbara Moreira, do Olhar Pós-parto (quem indico muito) veio nos fazer uma visita e me deu todo amor, carinho e informação que precisava sobre a amamentação. Além de me passar, na prática, um ensinamento muito valioso, a ordenha. Sabia na teoria, mas ter leite para ordenhar e fazer de fato, é outra coisa. A ordenha me salvou nesses primeiros 15 dias que o Tom não mamava tudo e eu precisava aliviar meus seios.

Com quase 1 mês de amamentação, acho que eu dei uma relaxada, e diminui a ordenha (afinal, quem já ordenhou sabe o quanto é chato!) e acabei tendo uma mastite leve. Digo que foi mastite, pois tive febre alta direto mais de 3 dias, meus seios estavam bem cheios e levemente avermelhados (leite empedrado). Mas não senti nenhuma dor ou problema ao amamentar. Fui ao Banco de Leite HMIB (Hospital Materno Infantil de Brasília) e fui muito bem atendida e medicada lá, o que logo fez passar a febre e não tive mais nada. Voltei a ter mais cuidado com a ordenha e aprendi algo que ajuda muito quando se está com preguiça de ordenhar (principalmente nas madrugadas). Sabe aquele massageador de costas que vibra, mas sem luz infra-vermelha?! Pode usar no seio, equivale a massagem para não empedrar o leite. Para quem não sabe a mastite é gerada por leite empedrado que acaba inflamando e essa inflamação pode gerar uma infecção bacteriana, por isso que tem que tomar antibiótico. Essa foi minha única "pedra (literamente) no caminho" da amamentação, no mais, o trabalho normal que é amamentar.

Voltando um pouco sobre eu querer amamentar muuuuito e ter passado por isso exclusivamente nos primeiros 6 meses do Tom me faz, sei lá, chegar mais perto de Deus. Só tamanha perfeição conseguiria projetar isso gente! Parem para pensar: um ser humano, a mãe, eu, capaz de produzir um leite (que nunca produziu em seus 35 anos), que tem tudo o que o seu filho precisa (seja nutrientes e ainda anticorpos) durante meio ano de sua vida. Você tem que concordar que tem algo muito mágico nisso, vai?! :)

Apesar de querer amamentar muito, minha "querência" tinha muito a ver por saber que o meu leite era o melhor para meu filho. Digo isso porque existe muita coisa dita sobre a amamentação que não me reconheço, como por exemplo:"Ai que delícia que é amamentar!" Eu gosto, mas uma delícia?! Acho que não. "Amamentar é a coisa mais linda em ser mãe!" Não mesmo, amo muito mais ver meu filho sorrir, comer direitinho, fazer coco, aprender as coisinhas do dia-a-dia como sentar, "hi-5", gargalhar, virar etc... "É uma sensação maravilhosa amamentar!" Acho legal, mas maravilhosa?! Não. Eu não escuto musiquinha e nem sinto cheiro de jasmim quando amamento. Aliás, no início é o contrário mesmo: escuto choro para mamar, depois arroto e geralmente ficava azeda com os golfos. Kkkkk Não, não acho que é lindo maravilhoso amamentar e nem acho que não queria amamentar. Opto pelo caminho do meio, e sou muito grata por ter leite e amamentar até hoje o meu filho, mesmo sem escutar musiquinha, rs...

Ser mãe e passar já por essas experiências até esses 8 meses agora me fez perceber que mais importante que qualquer coisa que digam/indicam/ensinem uma mãe a fazer, para mim, na verdade, é a mãe estar tranquila. É mais importante que amamentar? Sim! É mais importante que parto normal? Sim! Para mim, é mais importante. E sabe porquê? Porque uma mãe tranquila, naturalmente e instintivamente, se torna a melhor mãe para aquele bebê. Mas, uma mãe não tranquila, que faz as coisas não porque sente que quer e é importante, mas porque os outros falam, essas mães acabam passando também todo esse peso de sentimentos difíceis para seu bebê. Os bebês são muito sensíveis. E acaba que, algo que poderia fluir naturalmente não acontece por tensão e preocupação. Falta de tranqüilidade. Quando hoje me perguntam qual o meu conselho para uma boa amamentação eu diria em duas palavras: informação e tranqüilidade. E, se eu só pudesse dizer uma, eu diria: tranqüilidade.

Uma amiga uma vez me disse que na gravidez da sua primeira filha ela estava se sentindo super empoderada. Ela comprou vários livros, leu todos, fez tabelas, cronogramas, assistiu palestras, super se informou e estava "preparada" para ter sua filha. Chegou o dia, ela teve e no primeiro dia começaram várias dificuldades junto. Ela não se abateu, lembrou de todas as informações que tinha, voltou aos livros, usou todas as técnicas que havia aprendido, técnicas opostas, inclusive. Mas, com o tempo, ela chegou ao seu limite. Nada dava certo. Até que depois de choros, colos e aceitamentos, ela conseguiu respirar fundo e ouvir os seus instintos e as coisas começaram a dar certo! :) Chego arrepio ao escrever esse depoimento, meus olhos até enchem de lágrimas, porque é isso. O que um bebê mais quer é sua mamãe tranquila.

Também queria dizer que não amamentar um bebê não é o fim do mundo e que mãe nenhuma deve se sentir culpada disso. Seja porque você não tinha leite, seja porque você tentou e não conseguiu, seja porque você chegou ao seu limite, e seja até porque você nem quis tentar (hoje entendo e respeito isso), não importa. O que importa, na minha opinião, é ser uma mãe tranquila.

Meu TomTom felizão depois de uma mamada! Foto de Mariana Leal Fotografia.

Eu? Continuo sendo grata ao meu leite. Agora mesmo que o Tom ficou doente pela primeira vez, ter um peito é tipo "remedinho de consolo" e foi ótimo poder consolá-lo assim... Apesar de ter que acordar de madrugada para dar mama, acho ótimo não ter que comprar leite e nem preparar mamadeira e esterilizar depois... Apesar da amamentação me dar menos folga e menos tempo longe do Antônio, quando quero ou preciso, ainda assim, amo e sou muito grata em amamentar. Se assim conseguir continuar até os seus 2 anos, assim eu farei. Vamos ver, né? Porque cada semana de uma mãe, é um novo turbilhão de emoções... :) E dependo também da querência de um serzinho lindo que é meu filho, é óbvio, ele tem que querer também!

Geralmente termino o post com uma frase contendo o "se liberta!". Estava aqui pensando se se encaixava nesse post... E sim, vamos lá: "Mãe, se conecta com você mesmo, respira fundo e entenda  o que você quer, o que será melhor para você e seu bebê e quando tiver essa resposta, se liberta de qualquer cobrança ou "lei" da sociedade e seja forte para viver sua decisão e assim, ficar tranquila." Essa é a minha frase que deixo às mães. Além, é claro, do meu abraço longo e xero a todas as mães que amamentaram, amamentam ou nunca amamentaram, porque ser mãe em qualquer uma dessas circunstâncias merece esse abraço longo! :) Beijooooo!

10.3.16

Não tá tranquilo, não tá favorável...

A inspiração do título não podia ser mais cômica, afinal MC Bin Laden tá "de boas" no clipe de sua música "Tá tranquilo, tá favorável". Venho falar de dias difíceis (nada "de boas") com a maternidade. Não, não são dias tranquilos e nem favoráveis, mas claro, a gente dá conta. Sempre, né? Eu nunca tive a ilusão de que não seria difícil, não mesmo. Mas por mais que você tente imaginar, viva alguns exemplos perto de você, viver a maternidade é diferente. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é - e, no caso - a dor e a delícia de ser mãe.

Eu sou uma pessoa muito abençoada e de muita sorte. Não acho que as coisas boas que me acontecem caem do céu, tenho certeza que as mereço e que já fiz ou faço por merecer. Mas agradeço por ter uma mãe e um marido que realmente participam da vida diária da nossa família, que estão aqui ao meu lado e do Antônio, para o que der e vier, com suas limitações, claro. Tom foi um bebê que não me deu dores de cabeça. Mamou bem, desde que nasceu. Não teve cólicas, não chorava loucamente. Sempre dormiu bem e fácil. Sorridente, feliz, brincalhão. Sossegado com a vida e as situações, os colos e ambientes que a gente sempre os apresentou. Talvez eu esteja é mal acostumada por ter tido um bebê assim, tão "fácil". Desde que ele nasceu a maternidade para mim tem sido algo muito sossegado, tranquilo e feliz. Não digo fácil, porque não é, é difícil, você tem que ter paciência, uma doação tremenda, abdicar de um monte de coisas, mas, como disse, eu tinha ideia dessas coisas... Mas faz algumas semanas que não está sendo fácil.

Depois dos seus seis meses, Antônio tem passado por algumas mudanças que tem alterado seu estado de espírito. Primeiro ele aprendeu a chorar. Chora para quase tudo: para trocar, para acordar, para dormir, para comer, para pegar um brinquedo longe, para sentar, para deitar, para virar, para ter colo, para sair do colo, para pegarem o brinquedo que ele jogou no chão, para... Você já entendeu, né? Ele aprendeu que chorar tem reações rápidas da gente. Mesmo eu às vezes ficando na frente dele olhando para ele esperando ele parar de chorar, ele está usando muito desse "aprendizado" dele. Não sei se tem a ver simplesmente por ele já entender que ele não é uma extensão de mim, e sim um ser único. Não sei se tem a ver com os dois dentinhos incisivos que estão aparecendo (mesmo sem sentir febre, deve estar incomodando, muito). Não sei se tem a ver com o início da introdução alimentar. Só sei que tá difícil. Não tá tranquilo, não tá favorável.

Meus dias estavam "ligeiramente sob controle" antes da introdução alimentar. Já tinha conseguido entrar numa rotina de cuidar dele e trabalhar que estava bacana. Trabalhava pouco, mas era algo mais esperado. Com a introdução alimentar minha rotina pirou! Tem dia que eu faço 376 coisas, mas não consigo fazer uma sequer de trabalho. Tem dia que mesmo tendo tempo num cochilo dele para fazer algo, a única coisa que eu quero é um banho ou simplesmente ficar sentada no sofá. Tenho me sentido muito cansada, muito. A viagem a SP para o curso na eduK foi até tranquila, mas saiu da rotina dele, que estava começando a comer e ajudou a bagunçar tudo de novo. Não tivemos problema nenhum, mas nós três ficamos muito cansados. Nos fez perceber também que voltar em abril, que seriam três dias de curso, seria muito cansativo e não havia necessidade. E desisti de dar curso em abril. Nem só pela viagem em si, mas tudo que tenho que fazer antes para preparar um curso no nível que sempre faço, infelizmente hoje não cabe na minha rotina.

Foto: Mariana Leal

Ser mãe é não poder se programar - tanto. Ser mãe é acordar e imaginar tudo que você vai fazer naquele dia, e tudo mudar. Ser mãe é achar que você dá conta, sempre, e você realmente tem que dar conta mesmo. Eu tenho uma mãe (vovó do Tom) que me ajuda muito, muito mesmo, todos os dias. Tá aqui do meu lado, um amor incondicional e reforça ao meu filho que amor e paciência tem de sobra nessa casa! [e para mim, isso é o mais importante]. Eu tenho um marido que não ajuda, ele participa mesmo, veste a camisa, passa dos seus limites de cansaço e sono e tá sempre disposto a fazer o que for como pai e marido. Mas, por mais que essas duas pessoas maravilhosas e que eu amo muito se esforcem, às vezes, não tem jeito. Ter "alguéns" do seu lado é lindo e fundamental para você não pirar, eu diria. Compartilhar tarefas diárias, cuidados, amor e paciência é um privilégio de qualquer mãe e sei que nem todo mundo tem essa sorte e sou muito grata. 

Mas, tem alguns dias, poucos, que você, mãe, euzinha, chego a exaustão, de cansaço. E, mesmo você expondo isso (que já é algo difícil para um mãe), pedindo ajuda, mesmo assim, você ainda tem que dar conta. Sim, porque é só você que amamenta, porque é só o seu colo que acalenta. Porque você é a mãe. E a gente dá conta, né? É o jeito. Por mais que eu tente solucionar de outra forma (e eu penso nisso...), não, não te solução. [Um desses dias mais difíceis foi o Dia da Mulher agora, coincidência ou não!? rs...]

Antônio está nessa fase que me vê e chora. Ele pode estar se divertindo com a vovó ou o papai, mas me vê e chora. Simples assim. Ele me vê e chora. Eu confesso que preferia a fase que ele me via e ria... :) Estou torcendo para ser só uma fase. Estou torcendo para que a introdução alimentar seja mais leve com o tempo. Estou torcendo para que ele se lembre que não precisa chorar por tudo. Estou torcendo para que esses dias de exaustão sejam cada vez menores. 

Eu já julguei mãe que provavelmente em um dia desses que eu já vivi, falou de falta de paciência ou que tava cansada e exausta e precisava de um tempo... Eu já julguei mãe que estava no trabalho enrolando para sair mais tarde porque só naquele dia, apenas naquele, ela queria chegar em casa com o filho já dormindo... Eu já julguei mãe que saiu ou viajou sozinha sem o filho ainda bebê... E já julguei mulheres que não queriam ter filhos. Me envergonho por cada julgamento. Tenho uma tristeza mesmo, real, por já ter julgado assim. Como disse, "cada um que sabe a dor e a delícia de ser mãe". E eu tenho certeza que todas as mães querem o melhor para seus filhos. Que todas as mães os amam. Mas cada uma da sua maneira, como podem, como dão conta. Porque todas dão conta. 

Esse foi um post desabafo. Não gosto de reclamar e de "mimimi", mas precisava desabafar. Como já disse, só de escrever aqui já me sinto mais leve. Enquanto não posso descansar e dormir de fato, posso me "terapeutizar" comigo mesma nesse espaço. E só posso fazer isso porque Tom tá alí, com a vovó. Obrigada, mãe. :) E se você quiser me julgar, fique à vontade, nós mulheres e mães, já estamos acostumadas. Se você for mulher e me julga, só tenha mais carinho consigo mesma... Pense nisso. Porque não tá tranquilo, não tá favorável.

20.2.16

eduK :: Curso online de Especial Dia das Mães

Essa semana estou de volta a eduK! Em um curso super especial, com mais 5 experts, cada um de uma área do artesanato. Um curso de uma semana, segunda a sábado [22 a 27 de fevereiro] onde ensinaremos várias peças para você, artesão, se preparar para o Dia das Mães! Sim! Porque elas merecem! A eduK preparou esse projeto especial - com antecedência - para você ter a oportunidade de aprender, se organizar, produzir e vender! Claro que eu, como recém mãe, não podia ficar de fora dessa, não é mesmo? Os experts são: Lu Jaber, Yuji Sato, Emy Kuramoto, Claudia Wada,Peter Paiva e eu! Um expert por tarde e muitos produtos lindos para você! Assista ao teaser desse projeto especial:

 teaser eduK

Minhas aulas serão na tarde de sábado, 27 de fevereiro. Eu fecho o curso com 4 aulas de encadernação manual artística. Desta vez preparei três peças mais simples e rápidas de fazer, para a sua produção do Dia das Mães fluir melhor e uma costura inédita para um álbum que, claro, não podia faltar! Toda mamãe adora ver fotos dos filhos, né? :) Trago novidades em técnicas simples de encadernação, como o wire-o e a garra de fichário e, ainda, uma costura nova que fiz com a variação da costura francesa e me apaixonei. Sonhei um dia com ela, acreditam?! Acordei, testei e deu certo! Amei!



Primeiramente vou ensinar a fazer um Controle Semanal e um Porta-lista de compras com imã para a geladeira. Ambos com encadernação wire-o [espiral de arame duplo] e com artes do miolo personalizadas por mim! Duas peças super úteis e fáceis de fazer, para ajudar no dia-a-dia das mamães. Eu já estou usando as duas peças que criei e estão me ajudando muito! Já testadas e aprovadas, eu espero que vocês gostem e as mamães também!



Não podia deixar de fazer algo especial para as mamães que gostam de cozinhar e guardar suas receitas, então vou ensinar a fazer um fichário, que na minha [humilde] opinião, é a melhor forma de ir armazenando receitas e prático para quando precisar pegar apenas uma receita para fazer, copiar para alguém. Acho um jeito prático de guardar, organizar e usar. Para ficar ainda mais organizado, fiz as artes das páginas e também de divisórias. Particularmente, eu amei esse projeto.



Na última aula faremos um álbum que de novidade tem a costura que estou chamando de "Cama de gato", porque seu resultado visual final lembra a brincadeira que fazíamos quando criança e chamávamos assim, lembram? Vou refrescar sua memória com este vídeo aqui. Assistam! É uma variação da costura francesa, mas com os cadernos costurados individualmente, vocês vão ver! ;)


E então? Gostaram dos projetos? Dessa vez a aula ao vivo estará disponível apenas aos assinantes da eduK. Se você já é assinante, ótimo! Coloque na agenda do dia 27, separa os materiais, faz pipoca e passa a tarde de sábado comigo! :) Participe do chat, tire suas dúvidas e me conta tudinho que você achou!!! Mas se você ainda não assinou a eduK, aproveita essa oportunidade e assine antes de sábado para poder me assistir. Para você que assinar a eduK até final de fevereiro eu fiz umas artes exclusivas para o Dia das Mães para lhe presentear, mas só se você fizer a assinatura com meu link de associado, este aqui: http://www.eduk.com.br/cursos/9-artesanato/5565-especial-dia-das-maes-pecas-artesanais-para-fazer-e-vender?a=tereza-pires. Olha abaixo as artes [tag de/para, cartão, controle semanal e lista de compras] que vou te mandar em março:


Estou ansiosa para voltar a eduK e espero você no sábado, 27, comigo, para uma tarde - no mínimo - bem divertida!!! :) Beijo grande! E... Sucesso é aprender sempre! ;)