20.1.16

impermanência.

Um dia desses estávamos tomando café da manhã e eu - com meu mau humor típico de quando acordo cedo - reclamando de algumas coisas para meu marido... [sim, eu tenho mau humor de manhã, nunca gostei de acordar cedo, com o meu filho melhorou bastante, ele vem com aquele sorriso e destrói qualquer sentimento ruim que eu tenha na hora!] Mas, faz mais de um mês que chove em Brasília sem parar e chuva o tempo todo me deixa depressiva. Não curto chuva nem dias cinzentos, amo o sol! Tudo isso pra dizer que estava reclamando das coisas para meu marido quando ele veio com uma: "Você tem que se acostumar com a impermanência das coisas."

É... Quando conseguimos sentar juntos para o café da manhã ele acaba sendo meio filosófico. Eu adoro essas conversas que me fazem pensar, me acordam (de verdade!), me dá um pontapé na bunda, sabe? Gosto de conversas que mexem com meu íntimo. Sempre fui assim, meus amigos bem sabem... E, por sorte, meu marido gosta também, e sempre consegue trazer assuntos profundos e pesados do jeito mais leve que você possa conseguir imaginar. É um dom dele. Sorte a minha. :)

Impermanência: 'condição do que não dura, do que é instável'. Ou seja, impermanência é tudo! Está em tudo! Não é mesmo? Apesar de vivermos em uma sociedade que busca a estabilidade, a certeza, o controle, o certo... Essa mesma sociedade tá buscando médicos, remédios, soluções para os problemas que têm em buscar essas coisas e não conseguir. Bizarro, não? Pessoas passam a vida inteira delas buscando uma segurança que não existe de fato. Somos criados assim. Aprendemos que algo seguro e que você pode confiar é algo que não muda, não te traz nenhuma surpresa emocional. É natural que busquemos isso, mas é libertador se nos desapegamos disso!

Eu amo mudanças! Corro atrás de uma quando faz tempo que não tenho... Rs... Quem me conhece sabe o quanto já mudei. Mas apesar de amar mudanças (da minha vida), ainda sofro muito com mudanças de pessoas, de lugares, de produtos, de sentimentos... Uma impermanência constante  que me dói, às vezes. Resquícios de uma educação que a sociedade me passou, naturalmente. Sofro quando alguém muda e eu estranho o novo alguém. Sofro quando mudo meu sentimento por alguém e isso me causa estranheza. Sofro - como boa taurina que sou - quando aquela comida que amo e desejo e vou lá só para sentir aquele gosto de novo não é mais o mesmo. Que sofrimento! Rs... Não é uma sofrimento grande, mas é uma estranheza que gostaria de não sentir. Gostaria de simplesmente aceitar as mudanças e melhor que aceitar, gostaria de recebê-las de braços abertos e feliz! Será possível? Bem, essa se tornou minha primeira meta de 2016. Receber e valorizar as impermanências da vida!


Vocês devem imaginar o quanto de mudanças não devem estar acontecendo ao meu redor depois do Antônio, né? Tem sido um exercício diário!

Quer algo mais seguro e estável que a impermanência da vida? :)
Essa eu te garanto que vai sempre acontecer. Rs...

Obrigada amor, por me ajudar a ser mais leve e desapegada.

6 comentários:

  1. Oi, Tê! Também odeio dias cinzentos e muita chuva... Eu e meu marido estamos planejando mudar para Vancouver e a única coisa que está me deixando aflita é que parece que lá chove muito!... :-(
    Impermanência... ah! Essa danada!... Realmente precisamos aprender a lidar com ela! A minha primeira meta para 2016 foi o DESAPEGO, que está muito ligado com a Impermanência, você não acha?
    Que consigamos conquistar nossas metas!
    Um beijo quente e brilhante (com muito sol!) no seu coração!
    Erica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Erica, Sol é vida! :))))) Com certeza o desapego tem muito a ver sim, termino o post falando dele, inclusive. Metas lindas essas nossas de 2016! Vamos que vamos! Beijo!!!

      Excluir
    2. Ah... E eu não me mudaria para um local frio de jeito nenhum........ Já morei 6 meses em Londres (no inverno). Foi muito ruim nesse sentido... Afeta muito o meu emocional.

      Excluir
    3. Obrigada pela dica do frio... mas acho que não terei como escapar... Estou tentando pelo menos ir para um lugar que o sol brilhe... mesmo que ele não esquente! hehehe
      beijo!

      Excluir
  2. Tê, amo o sol, mas aprendi a amar chuva, trovoadas Acho que a impermanência torna a vida interessante.
    Estamos a dias já sem chuva (perdi a conta), a horta não aguenta, nossos bichinhos sofrem, falta água, é difícil (o campo agradeceria se tivéssemos um tempo bem mais equilibrado).
    O outro lado (chuva demais) estraga tudo, alguns lugares aqui na cidade (Concórdia/SC) alaga.
    Impermanência portanto é o ideal para mim.
    Boa sorte com suas metas!
    Minha sugestão é que você escreva num "caderninho da impermanência" essas aflições e o que você pode fazer para superar. No final, perceberá seu crescimento.
    Beijos, bom ano para você e sua família!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Marciele, você tem muita razão nas suas palavras. O caminho do meio, né?
      Obrigada pela sugestão e carinho. Vou ver se dou conta de fazer isso! ;) Beijos!

      Excluir